segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Em trevas, para sempre - Parte I

Destino de trevas eu criei
Nas mãos do vento eu deixei,
O porque, eu não sei.
Um carnívoro de sangue impuro me tornei.
Sobre luz do sol não viverei.
Na noite, minha vida eu revelarei.

Vivo estava. Morto por décadas estou.
Não sei no que me tornei,
Um monstro talvez.

Na sombra da noite estou a vagar
Nunca me convidam para o jantar
Uma bela dama vejo ao passar.
Que pena, dela farei meu jantar.

Tive vontade de me matar
Mas meu corpo frio não sente o aço penetrar

Imortal agora sou.
 Alma sem rumo
Alma condenada.

Por um ritual eu passei.
Pois um belo livro encontrei
À vontade de poder foi maior
E o ritual, eu realizei.
À tarde escuridão se tornou
O vento que sentia se congelou
Minha alma se afastou
E outra me agarrou.

Por um longo caminho fui levado
Para nunca mais voltar
Sob a garra de feras nunca vistas eu implorava para voltar
Mas som da minha boca se partia
Sufocado eu permanecia
Meu coração já não mais sentia

Gritos e mais gritos

Agora num grande local estou
Uma grande voz roca vem a soar.


“Um servo meu vem-se a tornar, de nada mais vai adiantar
Com uma carne podre tu vagaras
Teu destino, tu mesmo traçou
O ritual você mesmo realizou
Grandes almas você me trará
E teu poder conseguira
Agora vá, um novo mundo tu vais explorar.”

Nunca mais de anjos ouvi falar
Minha família nunca mais ousou me procurar
Minha pobre mãe, queimada ela seria
Se meu pobre nome ousa-se pronunciar

Num mundo de cavaleiros eu vivia
Sobre a guerra de reis meu mundo caia
Num belo povoado eu me divertia
Belas historias de dragões eu ouvia
Meu pai sempre dizia
“Bruxos e bruxas não existem”
Mas em breve mulheres morreriam, pois bruxas se tornariam.

Solo sagrado não posso pisar.
Uma igreja não posso me aproximar
Nome divino não posso invocar.


Texto - Paulo Henrique G. Silva

domingo, 30 de outubro de 2011

Revelação

Desde quando a humanidade passou a sofre por suas mazelas pessoais, por sua solidão constante, por começarem aparecer pessoas que não vêem significado para a vida e que às vezes a morte é sua única alternativa. Seres divinos passaram a viver entre nós.
Anjos foram lançados na terra como homens, nascidos dentro de famílias. Seres 70% divinos e 30% humanos.
São seres únicos que tem seu destino traçado no mundo. São seres com uma missão na terra. São pessoas que aparecem na vida de outras do nada ajudando a encontrar seu caminho, dando luz, carinho e amor. Eles muitas vezes se apaixonam por essas pessoas e ajudam no seu caminho de diversas formas. São seres que também se aproximam de algumas pessoas para chegaram perto de outras. São poucos na terra e são poucas pessoas que estão perto deles ou delas.
Esses anjos são seres poucos percebidos na humanidade, eles nunca são reparados, poucas vezes são falados. Geralmente se ouve mais o nome dos seres não-divinos, pois são mais perceptíveis pelos os estragos que causam nas vidas, e que todos acreditam e proliferam seus nomes na casa dos divinos constantemente. Motivos para serem a maioria.

Acredite. Escute. Olhe. Perceba.

Seu sinal mais simples são as sementes voadoras.

Cupido e Psique


— Aonde vai esta gente toda? — perguntou alguém, ao ver uma verdadeira massa humana dirigir-se, apressada, ao palácio do rei.
— O senhor é de fora? — disse o outro.
— Sim.
— Logo vi. Vão todos fazer o que fazem todos os dias: admirar a beleza da filha do rei.
Juntando-se ao cortejo, o curioso forasteiro foi conferir essa beleza tão disputada.
Na verdade eram três belezas, pois eram três as filhas do soberano.
As duas primeiras eram inegavelmente belas. Mas quando a terceira apareceu, a beleza das outras duas ficou completamente esmaecida.
Psique era seu nome. Criara-se tamanho fascínio diante de sua beleza que já estava se formando um culto em sua homenagem. Alguns exageravam, dizendo que ela seria a própria Vênus, que decidira viver entre os homens.
Mas ao mesmo tempo em que se homenageava a deusa, comparando a beleza de Psique à sua, deixavam-se abandonados os seus templos.
Essa afronta, naturalmente, chegou ao conhecimento de Vênus, que decidiu vingar-se de alguma maneira daquela mortal.
— Cupido, preciso de sua ajuda! — disse ela um dia ao filho.
— Pois não, minha mãe — disse o arqueiro divino.
— Quero que você fira esta mortal com uma de suas setas. Quero que Psique seja destinada ao ser mais monstruoso que possa existir, de tal sorte que sua infelicidade exceda à da mulher mais desgraçada do mundo.
Cupido, sempre obediente, partiu para cumprir sua missão.
Ao cair da noite o jovem entrou no quarto onde a jovem Psique dormia e apontou para ela um de seus dardos mais afiados, depois de embebê-lo no filtro do amor.
Quando Cupido já tinha a seta apontada para o peito da jovem, foi surpreendido por um gesto abrupto dela. Ao afastar os cabelos do rosto, a jovem involuntariamente esbarrou com a mão no braço de Cupido, que acabou ferindo-se levemente com sua própria seta.
Psique abriu os olhos, mas nada enxergou, pois o deus do amor estava invisível. Sentindo-se confuso, Cupido retirou-se, impossibilitado de desejar o mal para uma jovem tão encantadoramente bela.
Vênus, porém, conseguira fazer com que parte de seus objetivos fossem alcançados.
Nenhum pretendente se apresentou para desposar a mais bela das filhas do rei. As outras duas, embora menos disputadas, já haviam arrumados esposos.
— Cadê o príncipe encantado de nossa querida Psique? — diziam as duas, em tom de ironia, e loucas de inveja da bela irmã.
O rei, finalmente preocupado diante do inexplicável desprezo que se abatera sobre a sua filha predileta, decidiu consultar o oráculo do deus Apolo para saber das razões.
— Sua filha não casará com um mortal — disse o deus - mas com um ser alado e perverso, que se compraz em ferir os homens e os próprios deuses.
Depois acrescentou que Psique deveria ser abandonada num rochedo, para que esse ser monstruoso viesse levá-la para o seu palácio.

sábado, 29 de outubro de 2011

Pesadelos Parte I


Deitar, ter um sono profundo e tranqüilo com bons sonhos é coisa que todo e qualquer mortal que se preze quer de suas noites. Pois bem já faz algumas semanas que essa dádiva foi tirada de um ser com uma força ao ponto de deixá-lo com fortes seqüelas.

Esse pesadelo repetitivo vem ocorrendo com grande freqüência.

Quando o sol se põe, parece que o mesmo nunca mais vai voltar. É na noite sombria, cheia de estrelas e pessoas com seus desejos mais perversos e perigosos estão, elas ficam a vagar por todos os lados ao redor do mundo. O Caos esta do lado de fora. Sua casa é seu único refugio. A noite na sua cama quente é seu maior tesouro. Você foi dotado de saúde e bens. Não precisa se defender da escoria que vive lá fora.  Sua casa é sua fortaleza.

Mas ao entrar certa noite em seu quarto, uma noite que já não se lembra como foi e não se lembra o que fizera antes de tudo - se lembrasse dessa noite talvez fosse possível prever se algo naquele dia podia ter desencadeado esses pesadelos - mas é impossível... sempre é impossível prever o que vai acontecer.
Tudo aconteceu aos poucos, como se estivesse tentando me dominar.

O buraco escuro ao lado da cama o tentava puxar, seu corpo estava paralisado e sufocado, ninguém podia escutar sua voz clamando por ajuda, o som não saia de sua boca, alguém estava observando, estava rindo e esperando que olhasse diretamente pra ele. Mas o sentimento de medo impediu esse olhar e com muito tempo e esforço seu corpo estava novamente livre, acordado e assustado. O quarto não estava totalmente escuro, a luz da lua iluminava um pouco o canto do quarto. Um copo d’água, a luz acessa e a coragem recuperada o fez dormir novamente.

Foi fácil contar isso para seus familiares e amigos. Contava satisfeito e com ar de graça no rosto sobre sua aventura em seu próprio quarto. Aquele sonho que não se passava fazendas, penhascos, parques, ruas abstratas, ou qualquer coisa sem sentido. Era seu quarto o palco do show.

Novamente o sol se põe como de costume, inevitável é a noite, não importa se é nos pólos... a noite sempre vai existir pra todos. Deitado e aliviado com seus olhos cheios de areia jogados por Sandman, o escuro agora é o todo, o tempo continua passando e você parece estar fora dele. Pra onde vamos ao dormir? O que acontece com o nosso eu interior, nossa força maior, aquela ainda não descoberta, a mesma que nos faz ser quem somos? Nessas horas, em certos momentos algo pode se aproveitar de nossa fraqueza. O pesadelo!?

Novamente tomado por algo no meio da noite, sem saber como começou, agora acordado observando seu próprio quarto, sendo agarrado por algo que não te toca, mas te domina, algo mais forte que você. A força cessa o grito de socorro que tenta ser o mais alto possível, aquela que faz seu pulmão murchar, o grito que de nada adianta. Parece nunca ter fim, você gira, gira, gira constantemente. Você não pode sair. Alguém esta brincando com você. A oração se torna arma nesse momento, força é invocada várias vezes. O momento é infinito, mas uma hora acaba e você vê que esta livre. Olha pro mesmo ambiente de luta e ainda sente o esforço no corpo da suposta batalha pela a liberdade. A luz é acesa rapidamente, a segunda arma usada depois que está fora daquele suposto mundo, se é mesmo que ele estava em outro lugar ou lugar era o mesmo. O que significa?

O dia agora é mais curto e vira hora de sono, pois na noite é impossível dormir.

12:00 horas. Ele decide dormir. Quanto tempo ate o sonho? Será que foi rápido? Devia ter olhado as horas. O fato agora é que o estava acordando em meio próprio “sonho” em minha própria casa, olhando diretamente para uma pessoa que já não fazia parte do mundo material. Ele se levante passa próximo a essa pessoa, vai ate a sala e pergunta a sua mãe que estava costurando com a cabeça baixa e bem concentrada e pergunta:

– Mãe, pai não esta morto?
- Ta louco menino! Responde a mãe com um ar de espanto.
Uma pergunta lhe veio à cabeça. – Em que ano estamos?                
- 2001.

Escuta e aceita normalmente a ocasião. Volta para o quarto e se deita. Acorda e olha para o mesmo lugar de antes e já não existe mais ninguém. Era mais um sonho estranho. Ele parece ter voltado ao passado, pois o ano atual é 2009.

É noite e é tarde. O pesadelo que não o deixava em paz decidiu lhe dar uma trégua.

Lê um pouco, liga o celular e decidi dormir.


                                                                                                                                

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Crianção de Basilisco e Centauro


O blog já foi criado há alguns dias, mas eu estava esperando a postagem perfeita para começar e finalmente esse dia chegou, agora vou falar um pouco do motivo da criação do blog.
Criei esse blog pela a necessidade de expor melhor minhas idéias e poder colocar meus textos em prática. Houve também uma inspiração imensa, após ver algumas pessoas com capacidade de escrever a ponto de me arrepiar, decidi tentar voltar a escrever.
Eu sempre fui um cara de imaginação fértil e considerado o melhor escritor da sala de aula no ginásio, mas infelizmente eu só escrevia ficção e isso acabou irritando uma professora que conseguiu me fazer parar de escrever. Eu sempre fui um cara de poucas palavras na escola e qualquer coisa que me atingisse me abalava com facilidade, então parei. Tentei voltar a escrever no Ensino Médio e consegui produzir algumas coisas que me renderam alguns prêmios, mas acabei parando novamente, só que por um tempo bem maior.  Agora na faculdade amigos me inspiram indiretamente, eles não sabem, mas são o verdadeiro motivo do nascimento desse BLOG.

Por que Basilisco e Centauro?

Tentei achar um nome bem místico, algo forte e impactante, então peguei O Grande Livro dos Signos & Símbolos de Mark O’Connell e Raje Airrey e comecei a folhear buscando algo de meu gosto, alguns dias de leitura gostei do que li sobre:

Basilisco.
“Também conhecido como serpente fabulosa, o basilisco residente do deserto tem asas, uma crista tríplice e garras de um galo no corpo de uma cobra. Um guardião do tesouro, a respiração venenosa do basilisco era mortal e seu olhar podia matar – o único modo de vencê-lo é fazer com que olhasse a si próprio no espelho. Dizem que ele saiu de um ovo sem gema colocado no estrume por um galo e foi chocado por um sapo ou serpente. Na tradição cristã, o basilisco se tornou o símbolo do Anticristo e durante a Idade Média era associado aos pecados como luxúria, traição e doenças.

Centauro
“Uma criatura híbrida e mítica, metade homem, metade cavalo, se tornou o símbolo da dualidade, do homem enganado por sues impulsos físicos e sexuais, especialmente a luxúria e a violência.”
“Chiron, o centauro – Alguns animais místicos possuem um simbolismo positivo. No mito grego, o centauro Chiron era excepcionalmente gentil e sábio. Ele foi ensinado por Apolo e Ártemis e em troca aconselhava vários heróis, incluindo Aquiles. Ferido por Heracles, ele desistiu de sua imortalidade para não continuar a viver com a dor agonizante, Ele é exemplo de “curandeiro ferido” – personificando a idéia de que o sofrimento faz parte da condição humana e de que a experiência da dor pode ser útil para ajudar outras pessoas.”


A imaginação é tudo que fortalece um homem. Aquele que não sonha já está morto.



Viagem ao centro da alma


Recentemente fui escolhido para uma aventura além dos horizontes, uma aventura que poucos humanos podem ter a oportunidade de conhecer, uma viagem que poucos vão poder experienciar durante a curta vida que nos é dada.

Fui lançado em um portal dentro de uma sala do tempo, onde um minuto equivale a um dia. Nesse local presencie coisas que vão além de tudo de concreto nessa vida.

Dentro desse local onde nossa mente é mais forte fui contemplado com vários segredos do mundo. Presencie três objetos que vagavam pelo o céu, onde meus olhos seguiram ate sumirem no infinito, deixando indagações e imaginações de quem somos na visão do universo.

Houve dias que cheguei mais perto desse grandioso universo sobre o olhar atencioso do Oráculo que me fez contemplar de perto o Cinturão de Órion, o grande caçador de Artemis, as Plêiades, com suas sete irmãs e Aldebarã, o portador de honra e riqueza, aquele próximo as Híades.

A cada dia eu entrava na mente desse local mágico e ficava perdido em pensamentos por longos minutos, mas sempre havia Oráculos que nos orientavam a todo tempo com sua sabedoria.

No último dia dos cinco fui lançado no centro da alma de meus companheiros de viagem onde o toque sincero e olhar profundo guiavam para o fundo. A parte mais forte e importante de toda a viagem.
Nessa viagem ao centro da alma fui privilegiado de poder conhecer o ser interior de cada um de meus companheiros. Essa viagem houve começo e fim e não havia intervalo entre uma alma e outra, sempre passando por seus ambientes para encontro da próxima.

Conheci primeiro uma ELFA dentro de uma floresta, uma ELFA de voz pura, cheia de ternura, dotada da mais encantadora beleza, uma pessoa de alma única, semi-divina e iluminada. Mas adiante nessa floresta encontrei uma ÁRVORE, grande e frutífera num campo verde e cercado, onde tudo tinha mais cor, suas frutas são dotadas de graça e harmonia. Andando um pouco mais na floresta encontro uma singela BONECA DE PANO, cheia de vida, ela sempre sorrindo com seus olhos, sempre orientando e trazendo a felicidade e esperança para todos próximos a ela. A BONECA me orienta ate o final dessa floresta e me deixe com um sorriso simpático próximo a um LAGO PEQUENO E RASO, onde crianças brincavam sem medo de se afogar, um lugar cheio de segurança e sorrisos verdadeiros, onde pequenos pássaros guiavam as crianças a todo instante. Já em outro lugar de magia e misticismo fui contemplado com a beleza e serenidade de uma DEUSA HINDU, aquela da qual se pode ver o sexto chackra, o terceiro olho. Dotada da mais pura sabedoria, percepção, paz e concentração, a mesma expõe todas suas qualidades para aqueles que passam por seu templo mágico, ela é muito próxima de PARVATI.
Num outro espaço de tempo da qual fui lançado para outro local onde pude ver a grandeza de um CANGACEIRO, aquele de voz forte e postura de guerreiro, amigo de todos que vêm habitar seu cangaço. Depois fui guiado ao lado do guerreiro por uma LUZ BRANCA CELESTIAL, uma luz forte que passou grande paz, harmonia e felicidade, uma luz angelical, essa que traz vida e esperança todos que se aproximam. Uma luz que poucos podem presenciar durante a vida. A luz então encerra a viagem ao centro da alma de cada ser presente nesse mundo de magia.




Música que me lembra esse momento.