terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Foster The People - Don't Stop (Color On The Walls)


Walk little walk
Small talk, big thoughts
Gonna tell them all just what I want
That street two streets I see you and me
Hanging on the empty of swings
'Count high low don't worry my eyes are closed
I'm a superman and it's my show
One shoe two gonna kick with my new shoes
I'm going to kick until I need new shoes
Yeah, Yeah
I said don't stop, don't stop, don't stop
Talking to me
Stop, don't stop, don't stop
Giving me things
I run, they run everybody run run
And we're all just having fun
Sleigh ride, boat ride, piggy back ride
I'm going to show them all how I can ride
One, two, three close your eyes and count to four
I'm going to hide behind my bedroom door
Crayons on the wall, I'll color on them all
I'll draw until I've broken every law
Yeah, Yeah
I said don't stop, don't stop, don't stop
Talking to me
Stop, don't stop, don't stop
Giving me things
Stop, don't stop, don't stop
Laughing about it
Stop, don't stop, don't stop
Don't stop...
Don't stop, don't stop, don't stop
Talking to me
Stop don't stop don't stop
Giving me things
Stop don't stop don't stop
Laughing about it
Stop, don't stop, don't stop
I said uh, don't stop, don't stop, don't stop
I said uh, don't stop, don't stop, don't stop
I said uh, don't stop, don't stop, don't stop
With me

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

...


“Se está na plena escuridão, tudo que pode fazer é sentar e esperar, até que seus olhos se acostumem com o escuro."

Haruki Murakami

domingo, 11 de dezembro de 2011

...


Uma porta abre quando outra fecha, 
mas as novas portas sempre tem chaves 
e ninguém nunca as tem no bolso.



sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

sábado, 19 de novembro de 2011

Just Say Yes - Ken Andrews


I don't know which way I should turn
I'm too afraid of getting burned
When all the wells have come up dry
It's hard to take another try

But I pick myself up off the floor
And try my best just like I did before
Just say yes
Just say yes

Everytime I take a chance
This hesitation pulls me back
From finding out who I should be
I want to know the real me

So I pick myself up off the floor
And realize just who I was before
I can't listen to the voice inside
That keeps on saying I should never try
Just say yes
Just say yes

I don't know which way I should go
I'm too afraid of letting go
With all this doubt to overcome
It's hard to see all that I've done

But I pick myself up off the floor
And try my best just like I did before
I just set aside the feel within
And walk on through the door that held me in
Just say yes
Just say yes



domingo, 13 de novembro de 2011

Nany...



Um dos recortes dela abrindo a janela do meu quarto..!

...

Poderia me expressar de várias maneiras, mas sempre prefiro a forma mais enigmática possível. Eu poderia usar um pouco da minha apofenia e tentar ver todas essas conexões que parecem não existir. Agora percebo que minha mera psicose é que me mantém intacto dentro de um plano de vida onde ordem e caos mantém seus devidos aspectos. 

Não é simples descobrir todas as verdades do universo e se um dia descobrimos a vida se tornara talvez fútil. Fico me perguntando...por qual motivo não posso ver a origem de tudo? Sou tão pequeno assim? Quem fez isso? É um enigma além da compreensão humana ou tão simples que não podemos enxergar. Quando dizemos que DEUS não da asas a cobras, estamos corretos até que ponto? Não sou uma cobra! Mas não consigo pensar no poder que é ter esse conhecimento. 

Viajar dentro da mente em labirintos onde apenas velas iluminam, velas que são apagadas por ventos fortes a todo momento. Impossível caminhar tão longe, apenas aqueles com suas lanternas vão mais longe e mesmo assim um dia a pilha acaba.

Tento parar de pensar nisso, mas é difícil ver o tempo como algo tão curto. Ontem estive no passado, hoje estou aqui e amanhã não sei onde vou estar. Fico sem chão nessas horas. O mundo é grande demais e alguns segredos já foram revelados, mas ninguém acredita neles, parecem místicos e fictícios.

Exitem realidades paralelas? Por que o Déjà-vu Vu existe? São sinais de que ainda estamos no passado e vendo um curto momento do futuro... tão curto que é impossível falar dele antes que se torne presente. Pode ser uma simples reação psicológica, um erro de nosso cérebro... parece coisa de religião, encontrando todos os problemas no céu e no inferno, nesse caso o cérebro sempre leva a culpa.

Pensar sobre isso levou algumas mentes a consequência... alguns são loucos... loucos? Ou estão tão próximos da realidade que por isso os consideramos loucos. Somos cegos.

Porque é tudo tão limitado? Quanto mais penso mais fico angustiado, meus pensamentos não podem fazer sentido nessas palavras, mas lembre da apofenia...encontrar conexões onde não parecem existir. Em qualquer momento voltamos a vida e deixamos escapar certar revelações, são poucos os momentos de morte em nossa vida.. não dizem que depois que morremos encontramos o significado de tudo... então...
Durante a vida morremos em alguns momento e nesses momentos somos ligados ao lada místico. A morte nem sempre pode ser ruim... se vista de um ângulo positivo. Você deve buscar o signicado no momento certo, parar e colocar a mão na consciência e dizer.... agora é hora!

sábado, 12 de novembro de 2011

...


Hoje queria apenas deitar na praia, escutar a música do mar e deixar o vento cuidar de mim por alguns momentos, sem medo. 
A vida nessa cidade destrói o componente mais importante da vida, a simplicidade. Já faz tempo que não paro para pensar em mim. Estou "adoecendo" aos poucos por cobrar demais de mim mesmo, digo que sou simples, mas não sou, estou a todo tempo repleto de preocupação. E só hoje venho perceber isso! 
Que saudades do passado, onde era simples acordar e dormir, a minha cidade tinha hora para fechar os olhos, eu poderia me manter acordado, jogando conversa para estrelas sem me preocupar se alguém poderia aparecer e tomar um pouco de mim, roubar minhas conquistas ou libertar minha alma com agressão. Era tempo de simplicidade. E por qual motivo eu ainda reclamava da vida pacata? Precisava sair e ver novas coisas, ver tudo diferente. Ver ação!
Agora vivo com ação demais e certos momentos o cansaço me aniquila e apaga meus pensamentos. Durante esses breves momentos da vida sou pego por mim mesmo. Queria poder hibernar, deixar o tempo passar e voltar... ver o que mudou sem mim... quais minhas influências nesse local de predadores?
Poderia agora mesmo sair andando por ai... mas é horrível poder sair na cidade grande, essas máquinas  com rodas estão por total parte, lançando o pior componente no ar e a todo momento travando nossos pensamentos. 
Vou esperar voltar para minha pequena cidade, pegar minha maquina de duas rodas e acelerar sem rumo em  uma de minhas estradas, estradas desertas, cheia de luz e de pensamentos.
La estarei vivendo meu passado e me preparando para meu futuro.


...

Me diga que minhas escolhas são erradas!
Me diga que não estou certo!
Me diga que estou falhando com as pessoas!
Me diga!
Não vocês.
Mas você futuro! Apareça pra mim e me diga o que esta por vir!
Diga que não estou destruindo nenhuma vida!
Diga que não sou arquiteto de minha própria destruição!
Diga que tudo faz parte do destino dentro de mim!
Apenas me diga.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Sonho...

Significado de sonhar com CâNCER

1 - SIGNIFICADO: Não é um tumor. É uma grande quantidade de matéria psicológica e emocional que deixa o sonhador louco. Tudo o que perturba, aborrece, dá raiva e fere, porém não foi enfrentado, pois esconder no inconsciente parece mais fácil. Você deve estar ansioso e com medo devido a um mau hábito ou a uma situação difícil. Na área da superstição, sonhar com câncer é sinal de boa saúde, mas tenha cuidado.

2 - Os sonhos que aparecem uma doença grave dificilmente será uma aviso de sua eminente aparição na vida real e sim, que podemos tropeçar em sérios problemas se nossa atitude não mudar de rumo rapidamente.
Padecer de câncer em um sonho é um indício de que você não está canalizando adequadamente suas emoções que ameaçam destruí-lo(la) se você não se controlar. Sonhar que você tem câncer, denota desesperança, aflição e auto-piedade. Você pode sentir que está desperdiçando sua vida; este sono também representa áreas de sua vida que lhe aborrecem,  incomodam ou magoam em algum sentido emocional. Você tem alimentado sua negatividade em seu interior e o sonho é um aviso disto.
Sonhar que alguém está com câncer indica que você precisa mudar seu modo negativo de pensar antes que ele crie um câncer em você. Seja mais positivo(a).
Também pode indicar perigo de ruptura com um membro no âmbito familiar. Um conflito está para acontecer se você não providenciar um remédio correto. Seja cauteloso(a) e trate de se enfrentar racionalmente e o mais sinceramente possível nos assuntos do coração. É possível que eles lhe causem problemas.
                                                                                                                                                
Devo acreditar ou não?

Parecem explicar minha situação de forma plausível. Me fez ver coisas que estão ocultas em meus pensamentos. Isso deve ser o significa do sonho... mostrar o que fazer, como fazer e observar nossos problemas de forma mais profunda. Mostrar o que não estamos percebendo.

Mas quem disse isso? Sonhos são enigmas... quem os desvendou?
Mesmo assim serviu para algo!

Foo Fighters - Times like these

Pensamentos

Ainda fico pensando se realmente estamos sozinhos...

Palavras que nos deixam arrepiados, nos fazem acreditar que são verdadeiras. 
Problema? 
Acho que para alguém que esta confuso, sim, realmente é um problema. 

Por um lado penso que tudo isso é coisa de louco, alguém que esta sozinho precisa ver a solidão no rosto do outro. Pode até conseguir, mas eu pensei forte e disse pra mim mesmo como forma de defesa - Isso é impossível  pessoas não estão sozinhas!

A priore pensei no sentido literal, estamos sempre acompanhados por pessoas de todos os lados, família, amigos, colegas e pessoas desconhecidas que a qualquer momento podem entrar numa dessas categorias. São ligações rápidas e precisas que só o universo pode dar conta. Sempre estou perto de alguém. Perto fisicamente e perto mentalmente. 

Enquanto o físico e mental estiverem trabalhando em harmonia, nunca estarei sozinho.
Enquanto eu estiver pensando em minha, família, amigos e pessoas que posso me apaixonar e quando estas estiverem pensando em mim... nunca estarei sozinho.

O problema de tudo isso é pensar demais. Quanto mais penso, mais meus pensamento se distorcem.

Durante uma manhã onde nada fazia sentido e a nada estava próximo de mim, pensei... - Estou só? 
Ninguém próximo, olhares rápidos de pessoas desconhecidas, que por um momento nos olham e no outro segundo nos esquecem. Estava pensando em algumas pessoas, umas em especial e outras como um mero reflexo.... E alguém nessas manhã estava pensando em mim? Se estiver não estou só...seria ótimo ter essa certeza. - Mas se ninguém estiver pensado? Sozinho?

Esse maldito pensamento me desligou de tudo e me forçou a ficar sozinho e refletir. Minha estadia aqui é curta e vai passar tão rápido que minhas memórias vão gritar pedindo socorro, querendo ver o que foi a melhor coisa que me aconteceu. O que foi? 

Ser humano é ser difícil. É ser inexplicável e incompreendido. 
Tento encerrar aqui meus pensamentos com mais duvidas...
Falhei? 
Melhor é manter o sorriso no rosto e ver as coisas como prefiro ver.. e pronto.

Pensamentos simples é que fazem o mundo, o meu mundo!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Edgar Allan Poe - Os Fatos que Envolveram o Caso de Mr. Valdemar


Um artigo nosso, de mesmo título, foi publicado no último número da Revista Americana, de Mr. Colton, dando origem a um certo grau de discussão – especialmente no que se refere à verdade ou falsidade de algumas assertivas que então fizemos. Não cabe a nós, naturalmente, escrever uma única palavra em defesa do que foi dito. Fomos solicitados a reimprimir este artigo, o que fazemos com prazer. Deixamos que o texto fale por si mesmo. Podemos observar, entretanto, que existe uma certa classe de pessoas que se comprazem na Dúvida, como se fosse uma profissão. – Ed. B. J. (Broadway Journal)


É claro que não pretenderei considerar espantoso que o extraordinário caso de Mr. Valdemar tenha despertado tantas discussões. Teria sido um milagre que não tivesse – especialmente dentro das circunstâncias. Devido ao fato de que todas as partes interessadas desejassem evitar toda e qualquer publicidade, pelo menos por enquanto ou até que o assunto pudesse ser mais plenamente investigado e devido a nossos esforços para mantê-lo assim, um relato truncado e exagerado difundiu-se entre a sociedade e tornou-se a fonte de muitas falsas interpretações, dando origem, naturalmente, a muita descrença.
Tornou-se agora necessário expor todos os fatos – pelo menos até o ponto em que eu mesmo os compreendi. Resumidamente, são os seguintes:

Minha atenção, durante os últimos três anos, foi repetidamente atraída para o assunto do mesmerismo; cerca de nove meses atrás, ocorreu-me, muito subitamente que, na série de experiências realizadas até agora, houve uma omissão realmente notável e inexplicável – nenhuma pessoa tinha ainda sido hipnotizada in articulo mortis.[1] Primeiro, deveria ser determinado se, em tal condição, permanecia no paciente qualquer susceptibilidade à influência magnética; em segundo lugar, se fosse estabelecido que existia, se era prejudicada ou fortalecida por essa condição; em terceiro, até que ponto e por quanto tempo a atividade da Morte poderia ser interrompida pelo processo. Havia outros pontos a investigar, mas eram estes que mais me excitavam a curiosidade – o último, em especial, devido ao caráter imensamente importante de suas consequências.
Olhando o redor de mim a fim de encontrar algum paciente por meio de quem pudesse testar estas possibilidades, fui levado a pensar em meu amigo, Mr. Ernest Valdemar, o bem conhecido compilador da Bibliotheca Forensica e autor (sob o nom de plume[2] de Issachar Marx) das versões polonesas de Wallenstein e de Gargantuá. O sr. Valdemar, que tinha residido principalmente no bairro de Harlem, em Nova York, desde o ano de 1839, é (ou era) particularmente notável pela extrema magreza corporal, seus membros inferiores lembrando muito os de John Randolph;[3] e também pela brancura de sua barba, em violento contraste com seus cabelos pretos, que, em conseqüência, eram muitas vezes confundidos com uma peruca. Seu temperamento era marcadamente nervoso e o tornava um bom paciente para experiências mesméricas. Em duas ou três ocasiões, eu já o tinha feito dormir com pouca dificuldade, mas fiquei desapontado pela ausência de outros resultados que sua constituição peculiar me tinha naturalmente levado a antecipar. Porém sua vontade nunca esteve positiva nem inteiramente sob meu controle; e quanto à clarividência, não pude obter dele nada em que pudesse me basear. Sempre atribuí meu fracasso com relação a estes pontos ao mau estado de sua saúde. Durante alguns meses antes que nos conhecêssemos, seus médicos tinham declarado que sofria de tísica, de tuberculose. Era seu costume, de fato, conversar calmamente sobre a morte que se aproximava, não evitando nem lamentando este assunto.

Quando as idéias a que aludi me ocorreram pela primeira vez, foi a coisa mais natural que pensasse em Mr. Valdemar. Conhecia muito bem a calma filosofia do homem para esperar quaisquer escrúpulos de sua parte; tampouco ele tinha parentes nos Estados Unidos que pudessem interferir. Falei-lhe francamente sobre o assunto. Para minha surpresa, seu interesse pareceu vividamente despertado. Disse que foi para minha surpresa, porque, embora ele tivesse sempre cedido sua pessoa livremente a minhas experiências, nunca antes demonstrara nenhum sinal de simpatia por minhas atividades. Sua doença era daquele caráter que admite um cálculo exato com respeito à época de seu desenlace através da morte; finalmente, foi estabelecido entre nós que ele mandaria me chamar cerca de vinte e quatro horas antes do período anunciado por seu médico para seu falecimento.
Já faz agora um pouco mais de sete meses desde que recebi o bilhete abaixo, escrito pela própria mão de Mr. Valdemar:

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Em trevas, para sempre - Parte I

Destino de trevas eu criei
Nas mãos do vento eu deixei,
O porque, eu não sei.
Um carnívoro de sangue impuro me tornei.
Sobre luz do sol não viverei.
Na noite, minha vida eu revelarei.

Vivo estava. Morto por décadas estou.
Não sei no que me tornei,
Um monstro talvez.

Na sombra da noite estou a vagar
Nunca me convidam para o jantar
Uma bela dama vejo ao passar.
Que pena, dela farei meu jantar.

Tive vontade de me matar
Mas meu corpo frio não sente o aço penetrar

Imortal agora sou.
 Alma sem rumo
Alma condenada.

Por um ritual eu passei.
Pois um belo livro encontrei
À vontade de poder foi maior
E o ritual, eu realizei.
À tarde escuridão se tornou
O vento que sentia se congelou
Minha alma se afastou
E outra me agarrou.

Por um longo caminho fui levado
Para nunca mais voltar
Sob a garra de feras nunca vistas eu implorava para voltar
Mas som da minha boca se partia
Sufocado eu permanecia
Meu coração já não mais sentia

Gritos e mais gritos

Agora num grande local estou
Uma grande voz roca vem a soar.


“Um servo meu vem-se a tornar, de nada mais vai adiantar
Com uma carne podre tu vagaras
Teu destino, tu mesmo traçou
O ritual você mesmo realizou
Grandes almas você me trará
E teu poder conseguira
Agora vá, um novo mundo tu vais explorar.”

Nunca mais de anjos ouvi falar
Minha família nunca mais ousou me procurar
Minha pobre mãe, queimada ela seria
Se meu pobre nome ousa-se pronunciar

Num mundo de cavaleiros eu vivia
Sobre a guerra de reis meu mundo caia
Num belo povoado eu me divertia
Belas historias de dragões eu ouvia
Meu pai sempre dizia
“Bruxos e bruxas não existem”
Mas em breve mulheres morreriam, pois bruxas se tornariam.

Solo sagrado não posso pisar.
Uma igreja não posso me aproximar
Nome divino não posso invocar.


Texto - Paulo Henrique G. Silva

domingo, 30 de outubro de 2011

Revelação

Desde quando a humanidade passou a sofre por suas mazelas pessoais, por sua solidão constante, por começarem aparecer pessoas que não vêem significado para a vida e que às vezes a morte é sua única alternativa. Seres divinos passaram a viver entre nós.
Anjos foram lançados na terra como homens, nascidos dentro de famílias. Seres 70% divinos e 30% humanos.
São seres únicos que tem seu destino traçado no mundo. São seres com uma missão na terra. São pessoas que aparecem na vida de outras do nada ajudando a encontrar seu caminho, dando luz, carinho e amor. Eles muitas vezes se apaixonam por essas pessoas e ajudam no seu caminho de diversas formas. São seres que também se aproximam de algumas pessoas para chegaram perto de outras. São poucos na terra e são poucas pessoas que estão perto deles ou delas.
Esses anjos são seres poucos percebidos na humanidade, eles nunca são reparados, poucas vezes são falados. Geralmente se ouve mais o nome dos seres não-divinos, pois são mais perceptíveis pelos os estragos que causam nas vidas, e que todos acreditam e proliferam seus nomes na casa dos divinos constantemente. Motivos para serem a maioria.

Acredite. Escute. Olhe. Perceba.

Seu sinal mais simples são as sementes voadoras.

Cupido e Psique


— Aonde vai esta gente toda? — perguntou alguém, ao ver uma verdadeira massa humana dirigir-se, apressada, ao palácio do rei.
— O senhor é de fora? — disse o outro.
— Sim.
— Logo vi. Vão todos fazer o que fazem todos os dias: admirar a beleza da filha do rei.
Juntando-se ao cortejo, o curioso forasteiro foi conferir essa beleza tão disputada.
Na verdade eram três belezas, pois eram três as filhas do soberano.
As duas primeiras eram inegavelmente belas. Mas quando a terceira apareceu, a beleza das outras duas ficou completamente esmaecida.
Psique era seu nome. Criara-se tamanho fascínio diante de sua beleza que já estava se formando um culto em sua homenagem. Alguns exageravam, dizendo que ela seria a própria Vênus, que decidira viver entre os homens.
Mas ao mesmo tempo em que se homenageava a deusa, comparando a beleza de Psique à sua, deixavam-se abandonados os seus templos.
Essa afronta, naturalmente, chegou ao conhecimento de Vênus, que decidiu vingar-se de alguma maneira daquela mortal.
— Cupido, preciso de sua ajuda! — disse ela um dia ao filho.
— Pois não, minha mãe — disse o arqueiro divino.
— Quero que você fira esta mortal com uma de suas setas. Quero que Psique seja destinada ao ser mais monstruoso que possa existir, de tal sorte que sua infelicidade exceda à da mulher mais desgraçada do mundo.
Cupido, sempre obediente, partiu para cumprir sua missão.
Ao cair da noite o jovem entrou no quarto onde a jovem Psique dormia e apontou para ela um de seus dardos mais afiados, depois de embebê-lo no filtro do amor.
Quando Cupido já tinha a seta apontada para o peito da jovem, foi surpreendido por um gesto abrupto dela. Ao afastar os cabelos do rosto, a jovem involuntariamente esbarrou com a mão no braço de Cupido, que acabou ferindo-se levemente com sua própria seta.
Psique abriu os olhos, mas nada enxergou, pois o deus do amor estava invisível. Sentindo-se confuso, Cupido retirou-se, impossibilitado de desejar o mal para uma jovem tão encantadoramente bela.
Vênus, porém, conseguira fazer com que parte de seus objetivos fossem alcançados.
Nenhum pretendente se apresentou para desposar a mais bela das filhas do rei. As outras duas, embora menos disputadas, já haviam arrumados esposos.
— Cadê o príncipe encantado de nossa querida Psique? — diziam as duas, em tom de ironia, e loucas de inveja da bela irmã.
O rei, finalmente preocupado diante do inexplicável desprezo que se abatera sobre a sua filha predileta, decidiu consultar o oráculo do deus Apolo para saber das razões.
— Sua filha não casará com um mortal — disse o deus - mas com um ser alado e perverso, que se compraz em ferir os homens e os próprios deuses.
Depois acrescentou que Psique deveria ser abandonada num rochedo, para que esse ser monstruoso viesse levá-la para o seu palácio.

sábado, 29 de outubro de 2011

Pesadelos Parte I


Deitar, ter um sono profundo e tranqüilo com bons sonhos é coisa que todo e qualquer mortal que se preze quer de suas noites. Pois bem já faz algumas semanas que essa dádiva foi tirada de um ser com uma força ao ponto de deixá-lo com fortes seqüelas.

Esse pesadelo repetitivo vem ocorrendo com grande freqüência.

Quando o sol se põe, parece que o mesmo nunca mais vai voltar. É na noite sombria, cheia de estrelas e pessoas com seus desejos mais perversos e perigosos estão, elas ficam a vagar por todos os lados ao redor do mundo. O Caos esta do lado de fora. Sua casa é seu único refugio. A noite na sua cama quente é seu maior tesouro. Você foi dotado de saúde e bens. Não precisa se defender da escoria que vive lá fora.  Sua casa é sua fortaleza.

Mas ao entrar certa noite em seu quarto, uma noite que já não se lembra como foi e não se lembra o que fizera antes de tudo - se lembrasse dessa noite talvez fosse possível prever se algo naquele dia podia ter desencadeado esses pesadelos - mas é impossível... sempre é impossível prever o que vai acontecer.
Tudo aconteceu aos poucos, como se estivesse tentando me dominar.

O buraco escuro ao lado da cama o tentava puxar, seu corpo estava paralisado e sufocado, ninguém podia escutar sua voz clamando por ajuda, o som não saia de sua boca, alguém estava observando, estava rindo e esperando que olhasse diretamente pra ele. Mas o sentimento de medo impediu esse olhar e com muito tempo e esforço seu corpo estava novamente livre, acordado e assustado. O quarto não estava totalmente escuro, a luz da lua iluminava um pouco o canto do quarto. Um copo d’água, a luz acessa e a coragem recuperada o fez dormir novamente.

Foi fácil contar isso para seus familiares e amigos. Contava satisfeito e com ar de graça no rosto sobre sua aventura em seu próprio quarto. Aquele sonho que não se passava fazendas, penhascos, parques, ruas abstratas, ou qualquer coisa sem sentido. Era seu quarto o palco do show.

Novamente o sol se põe como de costume, inevitável é a noite, não importa se é nos pólos... a noite sempre vai existir pra todos. Deitado e aliviado com seus olhos cheios de areia jogados por Sandman, o escuro agora é o todo, o tempo continua passando e você parece estar fora dele. Pra onde vamos ao dormir? O que acontece com o nosso eu interior, nossa força maior, aquela ainda não descoberta, a mesma que nos faz ser quem somos? Nessas horas, em certos momentos algo pode se aproveitar de nossa fraqueza. O pesadelo!?

Novamente tomado por algo no meio da noite, sem saber como começou, agora acordado observando seu próprio quarto, sendo agarrado por algo que não te toca, mas te domina, algo mais forte que você. A força cessa o grito de socorro que tenta ser o mais alto possível, aquela que faz seu pulmão murchar, o grito que de nada adianta. Parece nunca ter fim, você gira, gira, gira constantemente. Você não pode sair. Alguém esta brincando com você. A oração se torna arma nesse momento, força é invocada várias vezes. O momento é infinito, mas uma hora acaba e você vê que esta livre. Olha pro mesmo ambiente de luta e ainda sente o esforço no corpo da suposta batalha pela a liberdade. A luz é acesa rapidamente, a segunda arma usada depois que está fora daquele suposto mundo, se é mesmo que ele estava em outro lugar ou lugar era o mesmo. O que significa?

O dia agora é mais curto e vira hora de sono, pois na noite é impossível dormir.

12:00 horas. Ele decide dormir. Quanto tempo ate o sonho? Será que foi rápido? Devia ter olhado as horas. O fato agora é que o estava acordando em meio próprio “sonho” em minha própria casa, olhando diretamente para uma pessoa que já não fazia parte do mundo material. Ele se levante passa próximo a essa pessoa, vai ate a sala e pergunta a sua mãe que estava costurando com a cabeça baixa e bem concentrada e pergunta:

– Mãe, pai não esta morto?
- Ta louco menino! Responde a mãe com um ar de espanto.
Uma pergunta lhe veio à cabeça. – Em que ano estamos?                
- 2001.

Escuta e aceita normalmente a ocasião. Volta para o quarto e se deita. Acorda e olha para o mesmo lugar de antes e já não existe mais ninguém. Era mais um sonho estranho. Ele parece ter voltado ao passado, pois o ano atual é 2009.

É noite e é tarde. O pesadelo que não o deixava em paz decidiu lhe dar uma trégua.

Lê um pouco, liga o celular e decidi dormir.


                                                                                                                                

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Crianção de Basilisco e Centauro


O blog já foi criado há alguns dias, mas eu estava esperando a postagem perfeita para começar e finalmente esse dia chegou, agora vou falar um pouco do motivo da criação do blog.
Criei esse blog pela a necessidade de expor melhor minhas idéias e poder colocar meus textos em prática. Houve também uma inspiração imensa, após ver algumas pessoas com capacidade de escrever a ponto de me arrepiar, decidi tentar voltar a escrever.
Eu sempre fui um cara de imaginação fértil e considerado o melhor escritor da sala de aula no ginásio, mas infelizmente eu só escrevia ficção e isso acabou irritando uma professora que conseguiu me fazer parar de escrever. Eu sempre fui um cara de poucas palavras na escola e qualquer coisa que me atingisse me abalava com facilidade, então parei. Tentei voltar a escrever no Ensino Médio e consegui produzir algumas coisas que me renderam alguns prêmios, mas acabei parando novamente, só que por um tempo bem maior.  Agora na faculdade amigos me inspiram indiretamente, eles não sabem, mas são o verdadeiro motivo do nascimento desse BLOG.

Por que Basilisco e Centauro?

Tentei achar um nome bem místico, algo forte e impactante, então peguei O Grande Livro dos Signos & Símbolos de Mark O’Connell e Raje Airrey e comecei a folhear buscando algo de meu gosto, alguns dias de leitura gostei do que li sobre:

Basilisco.
“Também conhecido como serpente fabulosa, o basilisco residente do deserto tem asas, uma crista tríplice e garras de um galo no corpo de uma cobra. Um guardião do tesouro, a respiração venenosa do basilisco era mortal e seu olhar podia matar – o único modo de vencê-lo é fazer com que olhasse a si próprio no espelho. Dizem que ele saiu de um ovo sem gema colocado no estrume por um galo e foi chocado por um sapo ou serpente. Na tradição cristã, o basilisco se tornou o símbolo do Anticristo e durante a Idade Média era associado aos pecados como luxúria, traição e doenças.

Centauro
“Uma criatura híbrida e mítica, metade homem, metade cavalo, se tornou o símbolo da dualidade, do homem enganado por sues impulsos físicos e sexuais, especialmente a luxúria e a violência.”
“Chiron, o centauro – Alguns animais místicos possuem um simbolismo positivo. No mito grego, o centauro Chiron era excepcionalmente gentil e sábio. Ele foi ensinado por Apolo e Ártemis e em troca aconselhava vários heróis, incluindo Aquiles. Ferido por Heracles, ele desistiu de sua imortalidade para não continuar a viver com a dor agonizante, Ele é exemplo de “curandeiro ferido” – personificando a idéia de que o sofrimento faz parte da condição humana e de que a experiência da dor pode ser útil para ajudar outras pessoas.”


A imaginação é tudo que fortalece um homem. Aquele que não sonha já está morto.



Viagem ao centro da alma


Recentemente fui escolhido para uma aventura além dos horizontes, uma aventura que poucos humanos podem ter a oportunidade de conhecer, uma viagem que poucos vão poder experienciar durante a curta vida que nos é dada.

Fui lançado em um portal dentro de uma sala do tempo, onde um minuto equivale a um dia. Nesse local presencie coisas que vão além de tudo de concreto nessa vida.

Dentro desse local onde nossa mente é mais forte fui contemplado com vários segredos do mundo. Presencie três objetos que vagavam pelo o céu, onde meus olhos seguiram ate sumirem no infinito, deixando indagações e imaginações de quem somos na visão do universo.

Houve dias que cheguei mais perto desse grandioso universo sobre o olhar atencioso do Oráculo que me fez contemplar de perto o Cinturão de Órion, o grande caçador de Artemis, as Plêiades, com suas sete irmãs e Aldebarã, o portador de honra e riqueza, aquele próximo as Híades.

A cada dia eu entrava na mente desse local mágico e ficava perdido em pensamentos por longos minutos, mas sempre havia Oráculos que nos orientavam a todo tempo com sua sabedoria.

No último dia dos cinco fui lançado no centro da alma de meus companheiros de viagem onde o toque sincero e olhar profundo guiavam para o fundo. A parte mais forte e importante de toda a viagem.
Nessa viagem ao centro da alma fui privilegiado de poder conhecer o ser interior de cada um de meus companheiros. Essa viagem houve começo e fim e não havia intervalo entre uma alma e outra, sempre passando por seus ambientes para encontro da próxima.

Conheci primeiro uma ELFA dentro de uma floresta, uma ELFA de voz pura, cheia de ternura, dotada da mais encantadora beleza, uma pessoa de alma única, semi-divina e iluminada. Mas adiante nessa floresta encontrei uma ÁRVORE, grande e frutífera num campo verde e cercado, onde tudo tinha mais cor, suas frutas são dotadas de graça e harmonia. Andando um pouco mais na floresta encontro uma singela BONECA DE PANO, cheia de vida, ela sempre sorrindo com seus olhos, sempre orientando e trazendo a felicidade e esperança para todos próximos a ela. A BONECA me orienta ate o final dessa floresta e me deixe com um sorriso simpático próximo a um LAGO PEQUENO E RASO, onde crianças brincavam sem medo de se afogar, um lugar cheio de segurança e sorrisos verdadeiros, onde pequenos pássaros guiavam as crianças a todo instante. Já em outro lugar de magia e misticismo fui contemplado com a beleza e serenidade de uma DEUSA HINDU, aquela da qual se pode ver o sexto chackra, o terceiro olho. Dotada da mais pura sabedoria, percepção, paz e concentração, a mesma expõe todas suas qualidades para aqueles que passam por seu templo mágico, ela é muito próxima de PARVATI.
Num outro espaço de tempo da qual fui lançado para outro local onde pude ver a grandeza de um CANGACEIRO, aquele de voz forte e postura de guerreiro, amigo de todos que vêm habitar seu cangaço. Depois fui guiado ao lado do guerreiro por uma LUZ BRANCA CELESTIAL, uma luz forte que passou grande paz, harmonia e felicidade, uma luz angelical, essa que traz vida e esperança todos que se aproximam. Uma luz que poucos podem presenciar durante a vida. A luz então encerra a viagem ao centro da alma de cada ser presente nesse mundo de magia.




Música que me lembra esse momento.